José António Saraiva, escreveu e eu concordo:
"É indiscutível que Sócrates tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma.
Além disso é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’.
Ele tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação.
Tudo isso é verdade".
A par de todas estas verdades, JAS, como não podia deixar de ser, desenvolve um conjunto de supostas menos-valias de Sócrates.
Menos-valias provenientes exclusivamente da area da ficção, da suposição, da dúvida mais que duvidosa.
JAS teve, assim, a virtude de, claramente, nos evidenciar as reais qualidades de um Sócrates, primeiro-ministro, tão necessárias e fundamentais para a resolução dos problemas do País.
Qualidades essas em nada ofuscadas pelas supostas suposições que alguns, malevolamente, possam supôr.
Se quizermos fazer o mesmo execicio em relação a Ferreira Leite a comparação será abismal.
É indiscutível que Ferreira Leite não tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Não decide com rapidez.
Atrazou-se, penosamente, na escolha do Rangel para as Europeias.
Atrazou-se na constituição das listas para as legislativas.
Está, dramáticamente, atrazada na apresentação das suas propostas, do seu programa eleitoral.
Quando o País precisa de "lebres", Ferreira Leite cada vez mais se parece com a "tartaruga".
Não é obstinada nem corta a direito.
Tanto aprova projectos estruturantes para o País como logo a seguir os põe em causa.
Tanto se diz ser a favor da credibilização politica como depois inclui arguidos nas suas listas.
Tanto diz que rasga como, de imediato, vem dizer que afinal já não rasga nada.
Quando o País precisa de determinação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com uma catatua.
Não mostra nenhuma resistência física nem anímica.
Qualquer pequena gripe é motivo para adiar agenda e compromissos assumidos.
Perante uma prevista presença incómoda na festarola do Jardim, rei-tirano da Madeira,
não compareceu, alegadamente por causa da abençoada e conveniente gripe, demonstrando total falta de resistência anímica para se confrontar com situações menos simpáticas e confrangedoras.
Quando o País precisa de força e resistência, Ferreira Leite cada vez mais se parece com a minha avó Demetilde dos tempos do cházinho e das papas de linhaça.
Teme a mudança.
Teme a mudança quando recusa apoio às reformas estruturais.
Rompeu com o acordo para a reforma da justiça.
Foi contra a reforma da segurança social.
É frontalmente contra a encetada reforma da admnistração publica e da educação, por manifesta hipocrisia politica.
Quando o País precisa de mudança e inovação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com aqueles velhos do restelo sitacionistas.
Dito isto, deixo a seguinte pergunta a propósito de Sócrates e Ferreira Leite: a qual deles deveremos confiar a recuperação e um futuro do País, que se deseja mais moderno, competitivo e solidário ?
A quem como Sócrates que tem qualidades para ser primeiro-ministro ?
A quem como Sócrates que decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma ?
A quem como Sócrates que é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’ ?
A quem como Sócrates que tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação ?
Ou a quem como Ferreira Leite que é o seu contrário ?
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