Diz-me a quem telefonas, dir-te-ei quantas certidões terás na PGR
Primeiro foi a família.
Agora, são os amigos.
Falta, evidentemente, o cão.
Parece óbvio que vai ser o bicho a protagonizar o próximo escândalo.
Pimeiro, foi a família.
Dois ou três tios de José Sócrates, em estreita colaboração com quatro ou cinco primos, produziam declarações diárias que eram embaraçosas para o primeiro-ministro, além de serem muitas vezes embaraçosas para eles mesmos.
Quase toda a gente que tinha relações de parentesco com José Sócrates falou à comunicação social a propósito do processo Freeport e confessou um envolvimento mais ou menos profundo no caso.
Não houve primo em terceiro grau que não tivesse um dia almoçado com um vizinho de uma senhora que conhecia um amigo do caddy de Charles Smith que não tenha vindo revelar tudo para a imprensa.
De repente, a própria mãe do primeiro-ministro apareceu envolvida num escândalo que, tendo embora menores proporções, conseguia, ainda assim, o propósito de escandalizar.
A vida do chefe de governo deve deixar-lhe pouco tempo para a vida pessoal, mas, durante aqueles meses, sempre que o primeiro-ministro queria ver a família, bastava-lhe assistir ao telejornal da TVI.
Deve ser reconfortante.
Agora, são os amigos.
Armando Vara está metido em sarilhos.
Infelizmente, aparece agora ligado a um caso de corrupção, no âmbito do qual se registaram conversas telefónicas que manteve com José Sócrates, e cujo conteúdo é, ou gravíssimo, ou absolutamente inócuo.
Falta, evidentemente, o cão.
Se Sócrates tem um cão, sugiro que o submeta a vigilância apertada.
Parece óbvio que vai ser o bicho a protagonizar o próximo escândalo.
Ninguém sabe se fez um desfalque nas latas de ração, se alçou a pata para uma árvore protegida, se foi visto a cheirar o rabo do cão do Presidente.
Mas alguma coisa terá feito.
E a justiça há-de deixar no ar a ideia de que se trata de qualquer coisa grave, ideia à qual a comunicação social dará o eco devido.
E, no final, o caso terá um desfecho terrivelmente inconclusivo.
(RAP)
domingo, 22 de novembro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Ensaio sobre a loucura
Publicado em 29/09/2009, 20:56, por José Costa e Silva, arquivado em
Política & Sociedade.
Imaginar que o Presidente da República ensandeceu é elementar.
Na sua declaração, disse que nunca disse que suspeitava das suspeitas, mas
que se pode suspeitar, que qualquer pessoa pode suspeitar, mas que ele
nunca o escreveu, mas é grave escutarem, mas ele não disse que alguém
escuta, mas chamou peritos, que dizem que pode acontecer, mas ele
nunca disse isso, mas o Governo escutou, mas não é ele que diz, disse
alguém que não podia ter dito, mas disse, mas pelo menos não foi ele,
foi o outro, que ele já arrumou, mas não foi crime o que ele disse, e
ainda bem que disse, porque há mesmo escutas, mas ele nunca o
escreveu, e também não teve assessores a escrever o programa do PSD,
mas podia ter tido porque outros tiveram, mas ele não teve, e como é
que se sabia que os assessores dele estavam mesmo a escrever o
programa?, deviam estar à escuta, pelo menos é o que diz o outro, mas
ele não, nem escreve, os socialistas é que o queriam colar ao PSD, mas
ele é particularmente rigoroso nisso, isso já escreveu e escreve, mas
que há escutas não, nunca disse, diz o outro, e tem razão, os peritos
confirmaram que se pode ler e-mails de outras pessoas, embora ele não
o diga… só diz o outro e os peritos.
Política & Sociedade.
Imaginar que o Presidente da República ensandeceu é elementar.
Na sua declaração, disse que nunca disse que suspeitava das suspeitas, mas
que se pode suspeitar, que qualquer pessoa pode suspeitar, mas que ele
nunca o escreveu, mas é grave escutarem, mas ele não disse que alguém
escuta, mas chamou peritos, que dizem que pode acontecer, mas ele
nunca disse isso, mas o Governo escutou, mas não é ele que diz, disse
alguém que não podia ter dito, mas disse, mas pelo menos não foi ele,
foi o outro, que ele já arrumou, mas não foi crime o que ele disse, e
ainda bem que disse, porque há mesmo escutas, mas ele nunca o
escreveu, e também não teve assessores a escrever o programa do PSD,
mas podia ter tido porque outros tiveram, mas ele não teve, e como é
que se sabia que os assessores dele estavam mesmo a escrever o
programa?, deviam estar à escuta, pelo menos é o que diz o outro, mas
ele não, nem escreve, os socialistas é que o queriam colar ao PSD, mas
ele é particularmente rigoroso nisso, isso já escreveu e escreve, mas
que há escutas não, nunca disse, diz o outro, e tem razão, os peritos
confirmaram que se pode ler e-mails de outras pessoas, embora ele não
o diga… só diz o outro e os peritos.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
PSD sem chama e Cavaco calado

A campanha do PSD segue em tom penoso, sem chama, e com o partido em perda evidente, falando de um país em que, creio eu, poucos se reverão: um país onde "uma televisão foi silenciada" (erro: foi um noticiário que mudou), um "director de um jornal de referência escutado" (mentira, as escutas que o director do "Público" quis fazer crer que o tinham como alvo já foram desmentidas, até pelo próprio) para se chegar ao cúmulo de uma "asfixia democrática" que mal se compagina com visitas elogiosas à Madeira e felicitações a Alberto João Jardim. O PSD, por muito que o queira negar, desdenhou as próprias forças, colou-se demasiado a Belém, apostou forte nesta tese e, a uma semana do fim da campanha, a tese esboroa-se porque de Belém, de onde menos se esperaria, veio o erro fatal.
De Cavaco, afinal o grande inspirador da caminhada de Manuela Ferreira Leite, veio o gesto que porventura matará as aspirações do PSD. E tudo em silêncio, sem uma justificação, sem uma palavra e sem que, entre os sociais-democratas, apareça alguém com outra tese (o perigo de uma aliança com o BE é frágil), com uma ideia inspiradora que possa levar o partido até às urnas com a mesma confiança que acalentava desde o final das Europeias, e que contrarie com eficácia o óbvio aproveitamento que o PS vai fazendo da situação.
A caminhada penosa que vai levar o PSD até às urnas só tem paralelo com o silêncio de Cavaco Silva, comprometido com os graves acontecimentos políticos revelados pelo DN na sexta-feira passada.
Fernando Lima não era um assessor qualquer. E não era, por trabalhar com Cavaco Silva há mais de 20 anos, em concreto, desde 1985. Desde sempre, desde que Cavaco começou a ser alguém na política, a seu lado estava Fernando Lima. E não estava por estar. Estava por convicção e por uma amizade que se foi cimentando entre os dois. Quem nos jornais lidava com Fernando Lima sabia bem o que ele representava junto de Cavaco Silva, o que já representara no Governo, o que era agora em Belém. Lima já não era apenas um assessor, porventura o mais importante de todos. Era bem mais do que isso. Ele e o presidente sempre estiveram juntos, nutriam amizade um pelo outro, chegaram ao cúmulo da confiança de ter escrito ao mesmo tempo as suas memórias, cada um em sua função, é certo, mas com Lima a contar o que em certa medida Cavaco não podia fazer, completando-lhe, assim, discretamente, a sua própria memória.
Discretamente é um advérbio que se aplica bem ao assessor agora despedido de Belém, pois era dessa forma que sempre cuidava de aplanar o caminho que o seu "chefe" ia pisando. A sua demissão foi um choque. Quem conhece um e outro sabe o que este corte significa. E é por isso que mal se entende que Fernando Lima tenha saído de Belém sem uma palavra, apenas com uma fuga de informação para a Lusa dando conta da demissão e com um "refresh" no site presidencial que limpou num segundo o seu nome do rol dos que colaboravam com o presidente.
Que Cavaco não fale sobre as escutas, sobre a questão política, é grave. Todos temos de saber da sua boca se o Palácio de Belém se enlvolveu na criação de um clima que denegrisse o Governo ou se se tratou de um acto isolado do assessor e desconhecido do presidente. Que nada diga sobre isto, é muito grave e comprometedor. Que não tenha tido uma palavra sobre o seu assessor, este assessor, é, apenas, feio.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Crime Público

Portanto, o Governo está a espiar a Presidência da República!
Gravíssimo!
Que fazer?
Há várias alternativas para um presidente espiado.
Denunciar o Governo espião e dar-lhe um ralhete exemplar em público (nunca no "Público") utilizando uma comunicação nacional na TV como o fez com irrepreensível dramatismo e inigualável teatralidade com o estatuto dos Açores. Desta vez, teria de incluir a demissão do Parlamento e a convocação de novas eleições.
O caso não seria para menos.
Um governo a usar serviços secretos do Estado para espiar outro órgão de soberania exige demissões e eleições.
Mas não.
O presidente da República, o mais alto magistrado da nação, o comandante em Chefe das Forças Armadas, sabe que está a ser espiado.
Tem a certeza disso porque, da sua doutrina passada ficou o axioma de que "raramente se engana e nunca tem dúvidas".
Estando a ser espiado qual é a actuação realmente presidencial para este caso? Exigir do procurador-geral da República uma investigação imediata?
Convocar o Conselho de Estado (já com a respeitabilidade recuperada desde a saída de Dias Loureiro)?
Fazer uma comunicação ao Parlamento como é seu privilégio e, neste caso, obrigação? Nada disso!
A Presidência de Cavaco Silva, através da sua Casa Civil, decide encomendar (mandar fazer in: Dicionário Porto Editora) uma reportagem a um jornal de um amigo.
Como os jornalistas são por vezes um bocado vagos e de compreensão lenta, a Casa Civil da Presidência da República achou por bem ser específica na encomenda dando um briefing claro a pessoa de confiança no jornal.
"Vais falar com fulano e pergunta-lhe por sicrano, vais aqui, vais ali, fazes isto e aquilo e trazes a demasia de volta".
O homem ainda tentou cumprir com a incumbência, mas a coisa não tinha pés nem cabeça e parece que lhe disseram isso repetidamente.
Por isso, logo, por causa disso, houve mais um ano e meio de fartar espionagem enquanto no Pátio dos Bichos continuavam todos a ouvir vozes
Cavaco Silva deve ter tido uma birra monumental com a sua Casa Civil e mandou perguntar ao amigo do jornal:
"Sócrates está quase a ser reeleito e essa notícia não sai"?
Como o que tem de ser tem muita força, a história lá saiu.
Mal-amanhada, mas era o que se podia arranjar.
Lá se meteu a Madeira no meio porque, como ninguém gosta do Jardim, gera-se logo um capital de boa vontade.
Depois, como tinha pouca substância, puseram na mesma página duas colunas ao lado a dizer que, há uns anos, o procurador-geral da República tinha dito que também estava a ser escutado, e a encomenda ficou mais composta.
Que interessa que tudo isto seja bizarramente inverosímil?
Nos média, o que parece, é.
Cavaco Silva julga que está a ser escutado, portanto, está a ser escutado, tanto mais que o seu recente depoimento presidencial é que "não é ingénuo".
Com tudo isto, fica-me uma certeza.
O trabalho de reportagem do "Diário de Notícias" é das mais notáveis e consequentes peças jornalísticas na história da Imprensa em Portugal.
O e-mail com registos claros da encomenda feita por Fernando Lima não é "correspondência privada" que se deixe passar pudicamente ao lado.
É uma infâmia pública de gravidade nacional que exige denúncia.
Invocar aqui delações, divulgação de fontes ou violação de correspondência é desonesto.
Ao ver o presidente e a Casa Civil metidos nisto fica-me também uma inquietante dúvida.
Aníbal Cavaco Silva, referência do PSD, ainda tem condições para continuar a ser o presidente de Portugal depois de causar uma trapalhada desta magnitude a dias das eleições?
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sucesso ou Fracasso
Duas empresas de calçado, uma de José Sócrates e outra de Ferreira Leite, querem apostar na exportação de sapatos para a Índia.
Assim, decidem deslocar-se àquele país para fazerem o levantamento das potencialidades futuras de mercado naquele país.
Depois de alguns dias de pesquisa, Ferreira Leite enviou o seguinte fax para a empresa:
"Cancelem, parem, desistam do projecto de exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos."
Por seu turno, José Sócrates mandou o seu:
"Avancemos, com confiança e ambição, tripliquem o projecto da exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos, ainda."
Conclusão:
A mesma situação foi um tremendo obstáculo para Ferreira Leite e uma fantástica oportunidade para José Sócrates.
A descrença e a desistência de Ferreira Leite conduziu à sua falência.
A confiança e a ambição de José Sócrates determinou o sucesso do seu projecto.
"OS DESCRENTES ACHAM QUE O VENTO GEME, OS CONFIANTES ACHAM QUE ELE CANTA".
A vida é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo da sua própria maneira de encarar o mundo.
E isso faz TODA a diferença.
Assim, decidem deslocar-se àquele país para fazerem o levantamento das potencialidades futuras de mercado naquele país.
Depois de alguns dias de pesquisa, Ferreira Leite enviou o seguinte fax para a empresa:
"Cancelem, parem, desistam do projecto de exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos."
Por seu turno, José Sócrates mandou o seu:
"Avancemos, com confiança e ambição, tripliquem o projecto da exportação de sapatos para a Índia.
Aqui ninguém usa sapatos, ainda."
Conclusão:
A mesma situação foi um tremendo obstáculo para Ferreira Leite e uma fantástica oportunidade para José Sócrates.
A descrença e a desistência de Ferreira Leite conduziu à sua falência.
A confiança e a ambição de José Sócrates determinou o sucesso do seu projecto.
"OS DESCRENTES ACHAM QUE O VENTO GEME, OS CONFIANTES ACHAM QUE ELE CANTA".
A vida é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo da sua própria maneira de encarar o mundo.
E isso faz TODA a diferença.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
As perguntas venenosas de Cavaco

Cavaco silva suspeita que o governo o está a vigiar.
Apesar de formuladas com um ponto de interrogação, para permitir o recuo estratégico, há suspeitas que valem tanto como acusações.
Estamos perante um caso destes.
Foi por isso que ontem (18.Ago.09) se esperou o dia inteiro pelo desmentido da Presidência da República.
Não chegou.
O murro foi dado, a mão escondida, mas o rasto está lá e segue direitinho até ao Palácio de Belém.
O silêncio do Presidente não o iliba; pelo contrário: responsabiliza-o por inteiro.
Ou foi ele, Cavaco, quem orquestrou a notícia ou então não quis distanciar-se dela, o que vai dar ao mesmo.
O espanto é por isso geral: será possível que Cavaco subscreva as perguntas assassinas do membro da Casa Civil que falou com o "Público"?
Será possível que Cavaco tenha enviado um recado tão destrutivo através de uma fonte anónima?
Será possível que Cavaco estilhace, subitamente, o formalismo obrigatório nas relações institucionais entre a Presidência da República e o Palácio de S. Bento?
Será possível que um político tão experiente como Cavaco permita que um seu subordinado fale sem autorização aos jornais, ainda por cima de um assunto tão delicado e grave?
Será possível que Cavaco use um testa-de-ferro para formular suspeitas sem avançar qualquer prova material de que o governo está, de facto, a escutá-lo?
Será possível que Cavaco não entenda a fragilidade dos argumentos usados pelo membro da sua Casa Civil?
Será possível que Cavaco ignore os seus constantes apelos ao respeito pela justiça e faça o que tantas vezes tem condenado?
Será possível que Cavaco não tenha percebido que há dúvidas que, a serem colocados, só o podem ser sem disfarces?
Será possível que Cavaco não saiba que, a fazer como fez, só desvalorizou uma suspeita (as escutas do governo) que é legítimo formular desde que sustentada e assumidamente?
Por último: será possível que Cavaco não entenda que, assim, só ajuda Sócrates a vitimizar-se?
Finalmente: Cavaco quer ser árbitro ou jogador, presidente ou primeiro-ministro?
por André Macedo, Publicado in Jornal "i" em 19 de Agosto de 2009
terça-feira, 18 de agosto de 2009
A escolha inevitável
As eleições estão aí.
Cada vez mais me convenço que a renovação da maioria absoluta do PS é possivel.
Porque o País precisa de um Governo forte e determinado.
Porque o País precisa de um Governo que não se deixe condicionar por interesses corporativos indevidamente instalados, em detrimento do interesse geral.
Porque o País precisa de um Governo com um rumo claro, visão de futuro e capacidade de acção.
Os portugueses sabem disso.
O PSD é cada vez menos uma alternativa.
Enredado, como sempre, em lutas intestinas de partilha do poder, não lhe sobra, sequer, tempo para alinhar algumas, algumas que fosse, ideias ou propostas que faça os portugueses equacionarem a sua opção.
E os portugueses não gostam de dar tiros no escuro.
E muito menos quando os exemplos passados de má governação, falta de rumo, trapalhadas e compadrios, com os mesmos protagonistas, são as únicas referências que restam.
O PCP continua, coerentemente, mais do mesmo.
Mesmo para um eventual cenário de coligação com o PS, essa possibilidade é um susto:
"o país não pode dar-se ao luxo de ter no Governo quem lute ainda hoje pela nacionalização da Banca e de empresas consideradas estratégicas, como a Galp, a EDP ou a PT".
Do BE, partido da graçola fútil e da irresponsabilidade demagógica, nada há a esperar.
Responsabilidade e compromisso não estão no seu ADN, como é notório e evidente.
Qualquer veleidade de colocar o BE na area governativa é pura fantasia.
"Acresce que o BE deixaria de ter graça e perderia a hipótese de usar diariamente a demagogia.
Ou seja: daria um passo em direcção ao abismo".
O CDS/PP é o Portas, ponto final.
Estou cada vez mais convencido que a renovação da maioria absoluta do PS é possivel e extraordinariamente necessária.
Os portugueses querem, e precisam, de quem lhes indique o rumo a seguir e lute por ele com determinação.
Nos momentos difíceis é no PS que os portugueses confiam.
E vão confiar.
Cada vez mais me convenço que a renovação da maioria absoluta do PS é possivel.
Porque o País precisa de um Governo forte e determinado.
Porque o País precisa de um Governo que não se deixe condicionar por interesses corporativos indevidamente instalados, em detrimento do interesse geral.
Porque o País precisa de um Governo com um rumo claro, visão de futuro e capacidade de acção.
Os portugueses sabem disso.
O PSD é cada vez menos uma alternativa.
Enredado, como sempre, em lutas intestinas de partilha do poder, não lhe sobra, sequer, tempo para alinhar algumas, algumas que fosse, ideias ou propostas que faça os portugueses equacionarem a sua opção.
E os portugueses não gostam de dar tiros no escuro.
E muito menos quando os exemplos passados de má governação, falta de rumo, trapalhadas e compadrios, com os mesmos protagonistas, são as únicas referências que restam.
O PCP continua, coerentemente, mais do mesmo.
Mesmo para um eventual cenário de coligação com o PS, essa possibilidade é um susto:
"o país não pode dar-se ao luxo de ter no Governo quem lute ainda hoje pela nacionalização da Banca e de empresas consideradas estratégicas, como a Galp, a EDP ou a PT".
Do BE, partido da graçola fútil e da irresponsabilidade demagógica, nada há a esperar.
Responsabilidade e compromisso não estão no seu ADN, como é notório e evidente.
Qualquer veleidade de colocar o BE na area governativa é pura fantasia.
"Acresce que o BE deixaria de ter graça e perderia a hipótese de usar diariamente a demagogia.
Ou seja: daria um passo em direcção ao abismo".
O CDS/PP é o Portas, ponto final.
Estou cada vez mais convencido que a renovação da maioria absoluta do PS é possivel e extraordinariamente necessária.
Os portugueses querem, e precisam, de quem lhes indique o rumo a seguir e lute por ele com determinação.
Nos momentos difíceis é no PS que os portugueses confiam.
E vão confiar.
PSD e Presidência, dois em um
O que fica claro da noticia do "Publico" sobre insinuadas vigias na PR, é que os acessores de S.Exa. estão ao serviço do PSD enquanto são pagos por todos nós.
O que os senhores põem em causa é a forma como se soube mas não o que se soube.
Porque, pelos vistos, o que se soube corresponde à verdade.
Quanto à forma como se soube, o "Publico", indevidamente, como é hábito, prefere realçar, e de que maneira, a hipótese de vigias ilegais, qual watergate à portuguesa.
Não admira que José Manuel Fernandes tenha visto o seu salário reduzido para metade.
É que o Belmiro só paga bem a quem o merece...
Poderia o "Publico" ter escolhido a segunda hipótese: a de fuga de informação.
Mas, isso, só viria realçar o clima de contestação interna do PSD.
Assim como muitas figuras gradas do PSD têm vindo a publico num crescendo de contestação, quem se admirará que o mesmo não acontecerá no núcleo da própria presidência ?
Há muita gente incomodada com a evolução preocupante dos desvios éticos da politica de Ferreira Leite/Cavaco.
Há muita gente no PSD à espera de um pequeno desaire eleitoral para tirar o tapete a MFL.
E a melhor forma é a da fuga cirurgica de informação capaz de criar um clima de paranóia e desnorte que à vista do comum cidadão prefigure a fragilidade das suas propostas e convicções, que tardando, vai deixando, cada vez mais, a sensação de um total vazio de ideias.
Daqui, parece-me claro, que há quem, no Palácio de Belém, esteja interessado em dar força aos opositores da dupla Cavaco/Ferreira Leite.
Só pode...
Esta noticia é demasiado grave para que não seja exaustivamente esclarecida.
Por representar uma actuação torpe e profundamente nefasta no quadro da desejável, embora, inexistente, independência da PR em plena pre-campanha eleitoral.
Esta talvez seja uma das necessidades de que falava S.Exa. para quebrar o silêncio.
Não atribuo relevância especial ao facto de acessores de S.Exa. colaborem na feitura do programa do PSD.
Se S.Exa., ele próprio, não se coibe de dar, sistematicamente, uma mãozinha ao seu PSD, porque não os seus acessores ?
Cavaco, Presidente, que deveria ser de todos os portugueses, de facto, não é.
Cavaco, Presidente, que deveria ser o polo aglutinador de toda a sociedade, de facto, não é.
E não é, não tem sido, porque procura o conflito institucional.
E não é, não tem sido, porque procura influenciar, indevidamente, de forma inviezada, a governação a cargo de quem democraticamente foi eleito para a exercer, segundo o seu próprio programa e não pela vontade de quem quer que seja.
Se os portugueses quizessem Cavaco para governar não teriam votado Sócrates.
Cada macaco no seu galho...
Com o seu ar hirto e desumanizado.
De sorriso plástico e cinzento.
Pensará que os portugueses não reparam nas suas subtilezas inconfessáveis.
Mas reparam.
Repararam que S.Exa. quiz forçar o conflito constitucional com o governo quando, em relação ao Estatuto dos Açores, podendo, e devendo, fazer baixar o diploma para verificação da constitucionalidade, já que tinha dúvidas, preferiu aprová-lo, contra sua vontade, e por imposição de TODOS os partidos, que não só do PS, para à posteriori vir a ser reprovado em algum do seu articulado.
A presidência não é para fomentar o conflito, é para o desincentivá-lo.
Mas S.Exa. gosta muito de caldinhos...
Repararam que S.Exa. quiz malevolamento ironizar com a questão da quantidade de legislação de final de mandato para aprovação, referindo que davam para encher um gipe, um exagero, quiz induzir.
Quando se sabe que se houve governo que mais produziu legislação em fim de mandato, que encheria, não um, mas dois gipes, foi o seu próprio governo, que dizer desta tão hipócrita graçola ?
É que S.Exa. gosta muito de caldinhos...
Repararam que S.Exa. gosta muito de referir o perigo do "monstro" da despesa pública como obra deste governo, esquecendo-se, deliberadamente, que foi ele, o seu governo e os do PSD, que maior "monstro" criaram.
Poderá estar arrependido do feito sublime que protagonizou, mas, ninguém o livra do cognome de Cavaco "o pai do monstro".
Não é sério querer empurrar o cognome para quem, ao contrário, foi o governo que em menos contribuiu para o aumento da despesa publica, mesmo considerando a grave situação de crise.
Pois, é que S.Exa. gosta muito, mesmo muito, de caldinhos...
Os partidos vão concorrer às eleições.
Com os seus programas.
Com as suas propostas.
Mas, também, com as provas dadas na condução da coisa pública.
Os portugueses decidirão.
O que os senhores põem em causa é a forma como se soube mas não o que se soube.
Porque, pelos vistos, o que se soube corresponde à verdade.
Quanto à forma como se soube, o "Publico", indevidamente, como é hábito, prefere realçar, e de que maneira, a hipótese de vigias ilegais, qual watergate à portuguesa.
Não admira que José Manuel Fernandes tenha visto o seu salário reduzido para metade.
É que o Belmiro só paga bem a quem o merece...
Poderia o "Publico" ter escolhido a segunda hipótese: a de fuga de informação.
Mas, isso, só viria realçar o clima de contestação interna do PSD.
Assim como muitas figuras gradas do PSD têm vindo a publico num crescendo de contestação, quem se admirará que o mesmo não acontecerá no núcleo da própria presidência ?
Há muita gente incomodada com a evolução preocupante dos desvios éticos da politica de Ferreira Leite/Cavaco.
Há muita gente no PSD à espera de um pequeno desaire eleitoral para tirar o tapete a MFL.
E a melhor forma é a da fuga cirurgica de informação capaz de criar um clima de paranóia e desnorte que à vista do comum cidadão prefigure a fragilidade das suas propostas e convicções, que tardando, vai deixando, cada vez mais, a sensação de um total vazio de ideias.
Daqui, parece-me claro, que há quem, no Palácio de Belém, esteja interessado em dar força aos opositores da dupla Cavaco/Ferreira Leite.
Só pode...
Esta noticia é demasiado grave para que não seja exaustivamente esclarecida.
Por representar uma actuação torpe e profundamente nefasta no quadro da desejável, embora, inexistente, independência da PR em plena pre-campanha eleitoral.
Esta talvez seja uma das necessidades de que falava S.Exa. para quebrar o silêncio.
Não atribuo relevância especial ao facto de acessores de S.Exa. colaborem na feitura do programa do PSD.
Se S.Exa., ele próprio, não se coibe de dar, sistematicamente, uma mãozinha ao seu PSD, porque não os seus acessores ?
Cavaco, Presidente, que deveria ser de todos os portugueses, de facto, não é.
Cavaco, Presidente, que deveria ser o polo aglutinador de toda a sociedade, de facto, não é.
E não é, não tem sido, porque procura o conflito institucional.
E não é, não tem sido, porque procura influenciar, indevidamente, de forma inviezada, a governação a cargo de quem democraticamente foi eleito para a exercer, segundo o seu próprio programa e não pela vontade de quem quer que seja.
Se os portugueses quizessem Cavaco para governar não teriam votado Sócrates.
Cada macaco no seu galho...
Com o seu ar hirto e desumanizado.
De sorriso plástico e cinzento.
Pensará que os portugueses não reparam nas suas subtilezas inconfessáveis.
Mas reparam.
Repararam que S.Exa. quiz forçar o conflito constitucional com o governo quando, em relação ao Estatuto dos Açores, podendo, e devendo, fazer baixar o diploma para verificação da constitucionalidade, já que tinha dúvidas, preferiu aprová-lo, contra sua vontade, e por imposição de TODOS os partidos, que não só do PS, para à posteriori vir a ser reprovado em algum do seu articulado.
A presidência não é para fomentar o conflito, é para o desincentivá-lo.
Mas S.Exa. gosta muito de caldinhos...
Repararam que S.Exa. quiz malevolamento ironizar com a questão da quantidade de legislação de final de mandato para aprovação, referindo que davam para encher um gipe, um exagero, quiz induzir.
Quando se sabe que se houve governo que mais produziu legislação em fim de mandato, que encheria, não um, mas dois gipes, foi o seu próprio governo, que dizer desta tão hipócrita graçola ?
É que S.Exa. gosta muito de caldinhos...
Repararam que S.Exa. gosta muito de referir o perigo do "monstro" da despesa pública como obra deste governo, esquecendo-se, deliberadamente, que foi ele, o seu governo e os do PSD, que maior "monstro" criaram.
Poderá estar arrependido do feito sublime que protagonizou, mas, ninguém o livra do cognome de Cavaco "o pai do monstro".
Não é sério querer empurrar o cognome para quem, ao contrário, foi o governo que em menos contribuiu para o aumento da despesa publica, mesmo considerando a grave situação de crise.
Pois, é que S.Exa. gosta muito, mesmo muito, de caldinhos...
Os partidos vão concorrer às eleições.
Com os seus programas.
Com as suas propostas.
Mas, também, com as provas dadas na condução da coisa pública.
Os portugueses decidirão.
domingo, 16 de agosto de 2009
Qual, então, o critério da líder do PSD?

A incompreensível imposição do nome de António Preto nas listas do PSD é um mau prenúncio. «Não fui a única que o incluiu como arguido.
Isso é um aspecto fundamental», argumenta agora Ferreira Leite.
Acontece que Preto já não é apenas arguido, está pronunciado judicialmente e tem julgamento marcado – o que é uma diferença substancial, ou, por outras palavras, um aspecto fundamental.
Não deixa, por outro lado, de ser irónico ver a líder do PSD a invocar as escolhas de deputados de Santana Lopes em 2005 para se justificar.
Quem diria...
António Preto «não está acusado de nada no exercício de funções públicas», alega ainda Ferreira Leite.
Tem a certeza?
Terá sido no exercício de funções partidárias?
E Helena Lopes da Costa, outra das suas protegidas pessoais, não está acusada de ilegalidades no exercício de funções públicas?
Qual, então, o critério da líder do PSD?
Varia, de acordo com as conveniências?
Ou, simplesmente, nenhum?
Ferreira Leite acrescenta: «São casos de natureza privada sobre os quais eu não tenho de me pronunciar» (nem a simulação de um braço engessado a que Preto recorreu, para evitar uma perícia caligráfica na PJ, faz tinir uma qualquer campainha na cabeça da presidente do PSD?).
E conclui: «Eu não tenho o direito de me antecipar à decisão da Justiça, dando a minha própria sentença».
Ora, o que se lhe pede nestes casos é um juízo político sobre os candidatos do seu partido, não uma sentença judicial.
Confundir esses dois planos distintos só interessa a quem quer baralhar o problema.
Já se percebeu que se fosse Manuela Ferreira Leite a líder do PSD em 2005, e não Marques Mendes, ainda hoje teríamos figuras tão gradas como Isaltino ou Valentim em posição destacada nas listas laranja.
É tudo uma questão de perspectiva: da ética e da política.
(JAL in "SOL" de 14.ago.09)
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Reforço do Estado Social
A direita insiste no recuo do Estado Social, para a condição de Estado mínimo ou, como dizem agora, Estado "imprescindível".
Nada que não tenhamos já visto antes: lembramo-nos bem de que estes mesmos protagonistas foram responsáveis por um forte desinvestimento nas políticas sociais quando estavam no Governo.
Mas, tendo em conta as propostas apresentadas pela direita ao longo desta legislatura, a ambição que agora se desenha é outra: privatização parcial da segurança social, fim da tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde e pagamento dos próprios serviços de saúde pelas classes médias, privatização de serviços públicos fora das áreas de soberania.
A proposta do PS, por seu turno, é bem diferente: reforço das políticas sociais, qualificação e modernização dos serviços públicos, investimento no combate à pobreza e na redução das desigualdades.
E os portugueses sabem que esta proposta do PS dá seguimento aquela que foi a sua prática no Governo: criámos o complemento solidário que já beneficia mais de 200 mil idosos, criámos a rede de cuidados continuados, reforçámos o investimento nos equipamentos sociais, criámos o abono pré-natal, aumentámos o abono de família, alargámos a acção social escolar, aumentámos o salário mínimo.
Para a próxima legislatura, propomo-nos reforçar ainda mais as políticas sociais, de modo a enfrentar os novos desafios do Estado Social.
Primeiro, o apoio à natalidade, à infância e à família: somaremos às medidas em curso a nova Conta Poupança Futuro, em que o Estado deposita 200 Euros, por ocasião do nascimento de qualquer criança, e concede benefícios fiscais para incentivar a poupança, sendo que o saldo poderá depois ser utilizado pelo jovem para financiar os seus estudos ou projectos profissionais.
Segundo, o combate à pobreza e às desigualdades: criaremos um novo mecanismo de ajuda ao rendimento das famílias trabalhadoras com filhos a cargo e das pessoas com deficiência, em termos semelhantes ao Complemento Solidário para Idosos, de forma a garantir um rendimento acima do limiar da pobreza.
Terceiro, o apoio à qualificação e inserção profissional dos jovens: apoiaremos a escolaridade até ao 12º ano através da nova bolsa de estudos para estudantes do ensino secundário e criaremos novos programas INOV, incluindo o INOV-Social, bem como um programa especial de cinco mil estágios na administração pública.
Quarto, a qualificação do Serviço Nacional de Saúde: anteciparemos para 2013 as metas de expansão da rede de cuidados continuados para idosos e dependentes previstas para 2016 e alargaremos a todo o território nacional a experiência de sucesso das Unidades de Saúde Familiar, de modo a prosseguir o objectivo de garantir a todos os portugueses o acesso a médico de família.
Eis apenas algumas propostas concretas do nosso programa de reforço das políticas sociais, que é fundamental para fazer face a necessidades reais do País.
É este caminho, de reforço do Estado Social, que devemos seguir.
E é este caminho que também se decide nas próximas eleições legislativas.
Porventura é mesmo essa a questão decisiva destas eleições: rasgar as políticas sociais, ou reforço do Estado social.
Uma vez mais: ou o PS ou a direita.
E que não haja ilusões: para Portugal, a alternativa real é entre o PS ser chamado de novo a formar Governo ou regressar a um Governo de direita.
Por isso, os que querem um PS fraco e vencido, digam o que disserem, preferem de facto a direita no poder.
Mas nesta escolha decisiva que está diante dos portugueses, o PS está, creio, do lado certo, que é também o lado da acção e do futuro: propõe uma atitude de iniciativa, preconiza o investimento público para a modernização do País e defende o Estado Social para reduzir as desigualdades e promover oportunidades para todos.
Neste momento de crise mundial, os Portugueses precisam de um Governo competente, com um rumo claro, uma agenda conhecida e condições de coerência e estabilidade.
Os portugueses sabem que sempre puderam contar com o PS nos momentos difíceis.
Nós não somos daquela esquerda que se limita a protestar, dispensando-se da maçada de contribuir para a solução de qualquer problema.
Estamos bem conscientes de que a nossa responsabilidade é realizar as políticas públicas necessárias para responder aos problemas e às necessidades das pessoas.
E é isso que queremos continuar a fazer, com toda a energia e com toda a determinação, com base num novo compromisso.
Com confiança nos portugueses e com confiança no futuro.
Nada que não tenhamos já visto antes: lembramo-nos bem de que estes mesmos protagonistas foram responsáveis por um forte desinvestimento nas políticas sociais quando estavam no Governo.
Mas, tendo em conta as propostas apresentadas pela direita ao longo desta legislatura, a ambição que agora se desenha é outra: privatização parcial da segurança social, fim da tendencial gratuitidade do Serviço Nacional de Saúde e pagamento dos próprios serviços de saúde pelas classes médias, privatização de serviços públicos fora das áreas de soberania.
A proposta do PS, por seu turno, é bem diferente: reforço das políticas sociais, qualificação e modernização dos serviços públicos, investimento no combate à pobreza e na redução das desigualdades.
E os portugueses sabem que esta proposta do PS dá seguimento aquela que foi a sua prática no Governo: criámos o complemento solidário que já beneficia mais de 200 mil idosos, criámos a rede de cuidados continuados, reforçámos o investimento nos equipamentos sociais, criámos o abono pré-natal, aumentámos o abono de família, alargámos a acção social escolar, aumentámos o salário mínimo.
Para a próxima legislatura, propomo-nos reforçar ainda mais as políticas sociais, de modo a enfrentar os novos desafios do Estado Social.
Primeiro, o apoio à natalidade, à infância e à família: somaremos às medidas em curso a nova Conta Poupança Futuro, em que o Estado deposita 200 Euros, por ocasião do nascimento de qualquer criança, e concede benefícios fiscais para incentivar a poupança, sendo que o saldo poderá depois ser utilizado pelo jovem para financiar os seus estudos ou projectos profissionais.
Segundo, o combate à pobreza e às desigualdades: criaremos um novo mecanismo de ajuda ao rendimento das famílias trabalhadoras com filhos a cargo e das pessoas com deficiência, em termos semelhantes ao Complemento Solidário para Idosos, de forma a garantir um rendimento acima do limiar da pobreza.
Terceiro, o apoio à qualificação e inserção profissional dos jovens: apoiaremos a escolaridade até ao 12º ano através da nova bolsa de estudos para estudantes do ensino secundário e criaremos novos programas INOV, incluindo o INOV-Social, bem como um programa especial de cinco mil estágios na administração pública.
Quarto, a qualificação do Serviço Nacional de Saúde: anteciparemos para 2013 as metas de expansão da rede de cuidados continuados para idosos e dependentes previstas para 2016 e alargaremos a todo o território nacional a experiência de sucesso das Unidades de Saúde Familiar, de modo a prosseguir o objectivo de garantir a todos os portugueses o acesso a médico de família.
Eis apenas algumas propostas concretas do nosso programa de reforço das políticas sociais, que é fundamental para fazer face a necessidades reais do País.
É este caminho, de reforço do Estado Social, que devemos seguir.
E é este caminho que também se decide nas próximas eleições legislativas.
Porventura é mesmo essa a questão decisiva destas eleições: rasgar as políticas sociais, ou reforço do Estado social.
Uma vez mais: ou o PS ou a direita.
E que não haja ilusões: para Portugal, a alternativa real é entre o PS ser chamado de novo a formar Governo ou regressar a um Governo de direita.
Por isso, os que querem um PS fraco e vencido, digam o que disserem, preferem de facto a direita no poder.
Mas nesta escolha decisiva que está diante dos portugueses, o PS está, creio, do lado certo, que é também o lado da acção e do futuro: propõe uma atitude de iniciativa, preconiza o investimento público para a modernização do País e defende o Estado Social para reduzir as desigualdades e promover oportunidades para todos.
Neste momento de crise mundial, os Portugueses precisam de um Governo competente, com um rumo claro, uma agenda conhecida e condições de coerência e estabilidade.
Os portugueses sabem que sempre puderam contar com o PS nos momentos difíceis.
Nós não somos daquela esquerda que se limita a protestar, dispensando-se da maçada de contribuir para a solução de qualquer problema.
Estamos bem conscientes de que a nossa responsabilidade é realizar as políticas públicas necessárias para responder aos problemas e às necessidades das pessoas.
E é isso que queremos continuar a fazer, com toda a energia e com toda a determinação, com base num novo compromisso.
Com confiança nos portugueses e com confiança no futuro.
Escolher uma atitude na governação
Nas próximas eleições legislativas, de 27 de Setembro, os portugueses serão chamados a fazer uma escolha política decisiva.
Trata-se de escolher uma atitude na governação.
Como é manifesto, a atitude que tem marcado o discurso da direita é dominada pelo pessimismo, pela amargura e pela resignação.
Bem vistas as coisas, a direita só fala do futuro para dizer que tem medo do dia de amanhã.
Medo: não apela ao melhor mas ao pior de nós.
A sua mensagem é triste e miserabilista.
Não adianta fazer nada a não ser esperar pacientemente por melhores dias.
Pois eu acho que esta atitude paralisante, herdeira de um certo espírito do salazarismo, faz mal ao País e não nos deixa andar para a frente.
Pelo contrário, acho que o primeiro dever de quem governa é ter uma visão do futuro do País e a determinação de impulsionar as reformas modernizadoras que são necessárias para servir o interesse geral.
Este é o seu dever: mobilizar as energias da sociedade e puxar pela confiança.
Confiança, nunca desistir da confiança.
E atenção: esta não é uma questão menor.
Naturalmente, a superação dos desafios há-de resultar, sobretudo, do dinamismo da sociedade e da iniciativa dos seus agentes económicos.
Mas num momento como este, de dificuldades e tarefas tão exigentes, a atitude de quem governa pode ajudar a fazer a diferença entre o fracasso e o sucesso.
É por isso que digo aos portugueses que há aqui uma opção importante a fazer.
E digo mais: a atitude de pessimismo, de resignação e de paralisia que marca o discurso da direita não serve os interesses do País.
O que os tempos exigem é uma outra atitude na governação: uma atitude de confiança, de determinação e de iniciativa para vencer as dificuldades do presente, prosseguir o movimento de modernização e preparar o futuro País.
Trata-se de escolher uma atitude na governação.
Como é manifesto, a atitude que tem marcado o discurso da direita é dominada pelo pessimismo, pela amargura e pela resignação.
Bem vistas as coisas, a direita só fala do futuro para dizer que tem medo do dia de amanhã.
Medo: não apela ao melhor mas ao pior de nós.
A sua mensagem é triste e miserabilista.
Não adianta fazer nada a não ser esperar pacientemente por melhores dias.
Pois eu acho que esta atitude paralisante, herdeira de um certo espírito do salazarismo, faz mal ao País e não nos deixa andar para a frente.
Pelo contrário, acho que o primeiro dever de quem governa é ter uma visão do futuro do País e a determinação de impulsionar as reformas modernizadoras que são necessárias para servir o interesse geral.
Este é o seu dever: mobilizar as energias da sociedade e puxar pela confiança.
Confiança, nunca desistir da confiança.
E atenção: esta não é uma questão menor.
Naturalmente, a superação dos desafios há-de resultar, sobretudo, do dinamismo da sociedade e da iniciativa dos seus agentes económicos.
Mas num momento como este, de dificuldades e tarefas tão exigentes, a atitude de quem governa pode ajudar a fazer a diferença entre o fracasso e o sucesso.
É por isso que digo aos portugueses que há aqui uma opção importante a fazer.
E digo mais: a atitude de pessimismo, de resignação e de paralisia que marca o discurso da direita não serve os interesses do País.
O que os tempos exigem é uma outra atitude na governação: uma atitude de confiança, de determinação e de iniciativa para vencer as dificuldades do presente, prosseguir o movimento de modernização e preparar o futuro País.
Quando o privado falha, o estado tem que investir
Há uma escolha política a fazer sobre o investimento público.
A questão é esta: num contexto de crise económica global e de consequente quebra das exportações, de falta de confiança e adiamento de projectos por parte dos investidores privados, de dificuldades no acesso ao crédito, de menor procura pelos consumidores, que factor pode contribuir para relançar a economia, salvar muitas empresas e promover o emprego?
Desde a célebre Grande Depressão, que se seguiu à crise de 1929, todos os economistas que resistem à cegueira ideológica sabem a resposta: o investimento público.
Por isso, a generalidade dos países europeus e das economias desenvolvidas, incluindo os Estados Unidos da América de Obama, decidiram enfrentar a crise lançando programas de reforço do investimento público.
Foi o que fizemos aqui também, com investimentos selectivos e destinados a impulsionar a modernização do País, de num modo geral antecipando apenas o calendário de projectos já anteriormente decididos e privilegiando os investimentos de mais rápida execução: modernização das escolas, equipamentos sociais e de saúde, energia, redes de nova geração.
A nossa direita, pelo contrário, ao arrepio do que se vê pelo Mundo fora, permanece apegada aos seus preconceitos ideológicos e acha que o Estado não deve fazer tanto para ajudar a economia a vencer a crise e para salvaguardar o emprego.
A sua proposta é, por isso, simples e recorrente: cortar no investimento público. Mas esta é também uma proposta errada.
É preciso dizê-lo de forma clara: cortar no investimento público modernizador, como propõe a direita, seria um grave erro estratégico, que prejudicaria seriamente o relançamento da economia, atiraria muito mais empresas para a falência e bloquearia a recuperação do emprego.
E mais: Portugal não pode estar constantemente a regressar à estaca zero na discussão dos seus projectos de investimento.
Não pode estar cinquenta anos para decidir uma barragem, quarenta anos para decidir um aeroporto e vinte anos para decidir se fica dentro ou fora da rede europeia de alta velocidade, que está já hoje a revolucionar a mobilidade por toda a Europa e na nossa vizinha Espanha.
Houve um tempo para decidir, este é o tempo de fazer.
A proposta do PS é, por isso, continuar a apostar no investimento público como instrumento fundamental de combate à crise mas também de modernização do País.
A questão é esta: num contexto de crise económica global e de consequente quebra das exportações, de falta de confiança e adiamento de projectos por parte dos investidores privados, de dificuldades no acesso ao crédito, de menor procura pelos consumidores, que factor pode contribuir para relançar a economia, salvar muitas empresas e promover o emprego?
Desde a célebre Grande Depressão, que se seguiu à crise de 1929, todos os economistas que resistem à cegueira ideológica sabem a resposta: o investimento público.
Por isso, a generalidade dos países europeus e das economias desenvolvidas, incluindo os Estados Unidos da América de Obama, decidiram enfrentar a crise lançando programas de reforço do investimento público.
Foi o que fizemos aqui também, com investimentos selectivos e destinados a impulsionar a modernização do País, de num modo geral antecipando apenas o calendário de projectos já anteriormente decididos e privilegiando os investimentos de mais rápida execução: modernização das escolas, equipamentos sociais e de saúde, energia, redes de nova geração.
A nossa direita, pelo contrário, ao arrepio do que se vê pelo Mundo fora, permanece apegada aos seus preconceitos ideológicos e acha que o Estado não deve fazer tanto para ajudar a economia a vencer a crise e para salvaguardar o emprego.
A sua proposta é, por isso, simples e recorrente: cortar no investimento público. Mas esta é também uma proposta errada.
É preciso dizê-lo de forma clara: cortar no investimento público modernizador, como propõe a direita, seria um grave erro estratégico, que prejudicaria seriamente o relançamento da economia, atiraria muito mais empresas para a falência e bloquearia a recuperação do emprego.
E mais: Portugal não pode estar constantemente a regressar à estaca zero na discussão dos seus projectos de investimento.
Não pode estar cinquenta anos para decidir uma barragem, quarenta anos para decidir um aeroporto e vinte anos para decidir se fica dentro ou fora da rede europeia de alta velocidade, que está já hoje a revolucionar a mobilidade por toda a Europa e na nossa vizinha Espanha.
Houve um tempo para decidir, este é o tempo de fazer.
A proposta do PS é, por isso, continuar a apostar no investimento público como instrumento fundamental de combate à crise mas também de modernização do País.
sábado, 8 de agosto de 2009
Sócrates e o elogio de José António Saraiva
José António Saraiva, escreveu e eu concordo:
"É indiscutível que Sócrates tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma.
Além disso é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’.
Ele tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação.
Tudo isso é verdade".
A par de todas estas verdades, JAS, como não podia deixar de ser, desenvolve um conjunto de supostas menos-valias de Sócrates.
Menos-valias provenientes exclusivamente da area da ficção, da suposição, da dúvida mais que duvidosa.
JAS teve, assim, a virtude de, claramente, nos evidenciar as reais qualidades de um Sócrates, primeiro-ministro, tão necessárias e fundamentais para a resolução dos problemas do País.
Qualidades essas em nada ofuscadas pelas supostas suposições que alguns, malevolamente, possam supôr.
Se quizermos fazer o mesmo execicio em relação a Ferreira Leite a comparação será abismal.
É indiscutível que Ferreira Leite não tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Não decide com rapidez.
Atrazou-se, penosamente, na escolha do Rangel para as Europeias.
Atrazou-se na constituição das listas para as legislativas.
Está, dramáticamente, atrazada na apresentação das suas propostas, do seu programa eleitoral.
Quando o País precisa de "lebres", Ferreira Leite cada vez mais se parece com a "tartaruga".
Não é obstinada nem corta a direito.
Tanto aprova projectos estruturantes para o País como logo a seguir os põe em causa.
Tanto se diz ser a favor da credibilização politica como depois inclui arguidos nas suas listas.
Tanto diz que rasga como, de imediato, vem dizer que afinal já não rasga nada.
Quando o País precisa de determinação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com uma catatua.
Não mostra nenhuma resistência física nem anímica.
Qualquer pequena gripe é motivo para adiar agenda e compromissos assumidos.
Perante uma prevista presença incómoda na festarola do Jardim, rei-tirano da Madeira,
não compareceu, alegadamente por causa da abençoada e conveniente gripe, demonstrando total falta de resistência anímica para se confrontar com situações menos simpáticas e confrangedoras.
Quando o País precisa de força e resistência, Ferreira Leite cada vez mais se parece com a minha avó Demetilde dos tempos do cházinho e das papas de linhaça.
Teme a mudança.
Teme a mudança quando recusa apoio às reformas estruturais.
Rompeu com o acordo para a reforma da justiça.
Foi contra a reforma da segurança social.
É frontalmente contra a encetada reforma da admnistração publica e da educação, por manifesta hipocrisia politica.
Quando o País precisa de mudança e inovação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com aqueles velhos do restelo sitacionistas.
Dito isto, deixo a seguinte pergunta a propósito de Sócrates e Ferreira Leite: a qual deles deveremos confiar a recuperação e um futuro do País, que se deseja mais moderno, competitivo e solidário ?
A quem como Sócrates que tem qualidades para ser primeiro-ministro ?
A quem como Sócrates que decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma ?
A quem como Sócrates que é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’ ?
A quem como Sócrates que tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação ?
Ou a quem como Ferreira Leite que é o seu contrário ?
"É indiscutível que Sócrates tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma.
Além disso é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’.
Ele tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação.
Tudo isso é verdade".
A par de todas estas verdades, JAS, como não podia deixar de ser, desenvolve um conjunto de supostas menos-valias de Sócrates.
Menos-valias provenientes exclusivamente da area da ficção, da suposição, da dúvida mais que duvidosa.
JAS teve, assim, a virtude de, claramente, nos evidenciar as reais qualidades de um Sócrates, primeiro-ministro, tão necessárias e fundamentais para a resolução dos problemas do País.
Qualidades essas em nada ofuscadas pelas supostas suposições que alguns, malevolamente, possam supôr.
Se quizermos fazer o mesmo execicio em relação a Ferreira Leite a comparação será abismal.
É indiscutível que Ferreira Leite não tem qualidades para ser primeiro-ministro.
Não decide com rapidez.
Atrazou-se, penosamente, na escolha do Rangel para as Europeias.
Atrazou-se na constituição das listas para as legislativas.
Está, dramáticamente, atrazada na apresentação das suas propostas, do seu programa eleitoral.
Quando o País precisa de "lebres", Ferreira Leite cada vez mais se parece com a "tartaruga".
Não é obstinada nem corta a direito.
Tanto aprova projectos estruturantes para o País como logo a seguir os põe em causa.
Tanto se diz ser a favor da credibilização politica como depois inclui arguidos nas suas listas.
Tanto diz que rasga como, de imediato, vem dizer que afinal já não rasga nada.
Quando o País precisa de determinação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com uma catatua.
Não mostra nenhuma resistência física nem anímica.
Qualquer pequena gripe é motivo para adiar agenda e compromissos assumidos.
Perante uma prevista presença incómoda na festarola do Jardim, rei-tirano da Madeira,
não compareceu, alegadamente por causa da abençoada e conveniente gripe, demonstrando total falta de resistência anímica para se confrontar com situações menos simpáticas e confrangedoras.
Quando o País precisa de força e resistência, Ferreira Leite cada vez mais se parece com a minha avó Demetilde dos tempos do cházinho e das papas de linhaça.
Teme a mudança.
Teme a mudança quando recusa apoio às reformas estruturais.
Rompeu com o acordo para a reforma da justiça.
Foi contra a reforma da segurança social.
É frontalmente contra a encetada reforma da admnistração publica e da educação, por manifesta hipocrisia politica.
Quando o País precisa de mudança e inovação, Ferreira Leite cada vez mais se parece com aqueles velhos do restelo sitacionistas.
Dito isto, deixo a seguinte pergunta a propósito de Sócrates e Ferreira Leite: a qual deles deveremos confiar a recuperação e um futuro do País, que se deseja mais moderno, competitivo e solidário ?
A quem como Sócrates que tem qualidades para ser primeiro-ministro ?
A quem como Sócrates que decide com rapidez, é obstinado, corta a direito, mostra uma invejável resistência física e anímica, não teme a mudança, tem carisma ?
A quem como Sócrates que é combativo, estuda as questões, fala com clareza e é incisivo, sabe resistir a pressões, tem capacidade de liderança e noção do que é ‘construir poder’ ?
A quem como Sócrates que tem jeito para a função, tem capacidade reformadora, enfrentou a crise com determinação ?
Ou a quem como Ferreira Leite que é o seu contrário ?
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Cartaz do PSD na Imprensa Espanhola
Cartaz do PSD na Imprensa Espanhola

Jordi Joan, La Vanguardia
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia

Jordi Joan, La Vanguardia
«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»
Jordi Joan, La Vanguardia
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Questão Energética é Estratégica
Questão energética é estratégica.
É na questão energética que portugal vai ter que travar o seu combate decisivo.
Em apenas 4 anos, só 4 anos, portugal colocou-se no top dos paises que mais investiram em renováveis.
De nenhuma politica em 2005, chegamos a 2009 como o país que mais aposta nas renováveis e tem como orientação clara apostar no vento, na água e no solar.
Portugal tem a maior central fotovoltaica do mundo.
Portugal tem o maior parque eólico da europa.
Portugal é dos países que maior aproveitamento faz das renováveis para consumo de electricidade.
O nosso consumo de elctricidade é já de 43% nas renováveis.
Já há mais de 10.000 portugueses a trabalhar em renováveis.
Foi criado um cluster industrial.
Compravamos as torres eólicas.
Hoje fabricamo-las cá.
Compravamos os aerogeradores.
Hoje fabricamo-los cá.
Deixámos de comprar, fabricamos e até já exportamos.
Discutir o nuclear ?
Em vez de lançar a discussão do nuclear, que duraria anos sem resultados, avançou-se nas renováveis.
E os resultados estão à vista.
Já criámos, até hoje, o equivalente a 3 centrais nucleares.
Temos, já, mais megawatts que 3 centrais nucleares.
A co-inceneração foi um combate dificil.
O país andou 10 anos a discutir o óbvio.
O objectivo era utilizar os resíduos industriais, transformá-los e usá-los como combustível nas cimenteiras.
E, finalmente, a co-inceneração lá avançou.
Já passámos por três choques petrolíferos.
Nos 2 primeiros nada se alterou.
Agora não vamos fazer o mesmo.
Temos trabalhado, em conjunto com a industria automóvel, no sentido de se criarem as condições para a comercialização massiva do carro eléctrico.
Veiculo sem emissão de gases.
Veiculo silencioso.
Com um preço elevado, fraca autonomia e escassa oferta de pontos de abastecimento, foi decidido:
Retirar todos os impostos,
Dar 5.000 euros na aquisição de cada carro,
Massificar a colocação de pontos de abastecimento por todo o país.
E, isto, é para já.
Não foi, por isso, por acaso, que a Nissan decidiu já instalar no nosso país uma fábrica de baterias para carro electrico.
Foi fruto do muito empenhamento politico e da clara aposta nestes carros.
Também aqui, estamos na linha da frente...
É na questão energética que portugal vai ter que travar o seu combate decisivo.
Em apenas 4 anos, só 4 anos, portugal colocou-se no top dos paises que mais investiram em renováveis.
De nenhuma politica em 2005, chegamos a 2009 como o país que mais aposta nas renováveis e tem como orientação clara apostar no vento, na água e no solar.
Portugal tem a maior central fotovoltaica do mundo.
Portugal tem o maior parque eólico da europa.
Portugal é dos países que maior aproveitamento faz das renováveis para consumo de electricidade.
O nosso consumo de elctricidade é já de 43% nas renováveis.
Já há mais de 10.000 portugueses a trabalhar em renováveis.
Foi criado um cluster industrial.
Compravamos as torres eólicas.
Hoje fabricamo-las cá.
Compravamos os aerogeradores.
Hoje fabricamo-los cá.
Deixámos de comprar, fabricamos e até já exportamos.
Discutir o nuclear ?
Em vez de lançar a discussão do nuclear, que duraria anos sem resultados, avançou-se nas renováveis.
E os resultados estão à vista.
Já criámos, até hoje, o equivalente a 3 centrais nucleares.
Temos, já, mais megawatts que 3 centrais nucleares.
A co-inceneração foi um combate dificil.
O país andou 10 anos a discutir o óbvio.
O objectivo era utilizar os resíduos industriais, transformá-los e usá-los como combustível nas cimenteiras.
E, finalmente, a co-inceneração lá avançou.
Já passámos por três choques petrolíferos.
Nos 2 primeiros nada se alterou.
Agora não vamos fazer o mesmo.
Temos trabalhado, em conjunto com a industria automóvel, no sentido de se criarem as condições para a comercialização massiva do carro eléctrico.
Veiculo sem emissão de gases.
Veiculo silencioso.
Com um preço elevado, fraca autonomia e escassa oferta de pontos de abastecimento, foi decidido:
Retirar todos os impostos,
Dar 5.000 euros na aquisição de cada carro,
Massificar a colocação de pontos de abastecimento por todo o país.
E, isto, é para já.
Não foi, por isso, por acaso, que a Nissan decidiu já instalar no nosso país uma fábrica de baterias para carro electrico.
Foi fruto do muito empenhamento politico e da clara aposta nestes carros.
Também aqui, estamos na linha da frente...
Modernização Tecnológica
O boicote às eleições de uma freguesia do concelho de Agueda não foi, como de costume, por causa da agua, esgotos ou electricidade, foi por não terem acesso à banda larga.
Isto diz bem do grau de modernidade a que já chegou o país.
A necessidade de banda larga é, hoje, comparável à da luz há um século atrás.
Fomos o 1º país da europa a ter todo o território nacional coberto com banda larga.
Hoje estamos já a trabalhar para assegurar a generalização da banda larga de nova geração, de alta velocidade, de fibra óptica.
Um investimento 1.000 milhões de euros.
Foi preciso modernizar as escolas.
Hoje, temos todas as escolas do país ligadas por banda larga, todas as escolas ligadas à internet.
Estão, neste momento, a decorrer trabalhos em todas as escolas do país para que em cada uma exista ligação em qualquer sítio em toda a escola.
Isto é, banda larga de alta velocidade em todas as escolas do país e em qualquer sitio das escolas.
Cartão digital do aluno, acabando com o dinheiro nas escolas e permitindo a gestão escolar do aluno.
Partilha de informação interactiva na gestão escolar.
Redes de videovigilância e quadros interactivos nas escolas.
A area da modernização tecnológica das escolas foi das areas onde mais se investiu.
E ainda há muitissimo mais por fazer.
Mas ter distribuido 1 milhão de computadores pelas escolas, alunos e professores, foi obra.
O país ficou muito diferente...
Isto diz bem do grau de modernidade a que já chegou o país.
A necessidade de banda larga é, hoje, comparável à da luz há um século atrás.
Fomos o 1º país da europa a ter todo o território nacional coberto com banda larga.
Hoje estamos já a trabalhar para assegurar a generalização da banda larga de nova geração, de alta velocidade, de fibra óptica.
Um investimento 1.000 milhões de euros.
Foi preciso modernizar as escolas.
Hoje, temos todas as escolas do país ligadas por banda larga, todas as escolas ligadas à internet.
Estão, neste momento, a decorrer trabalhos em todas as escolas do país para que em cada uma exista ligação em qualquer sítio em toda a escola.
Isto é, banda larga de alta velocidade em todas as escolas do país e em qualquer sitio das escolas.
Cartão digital do aluno, acabando com o dinheiro nas escolas e permitindo a gestão escolar do aluno.
Partilha de informação interactiva na gestão escolar.
Redes de videovigilância e quadros interactivos nas escolas.
A area da modernização tecnológica das escolas foi das areas onde mais se investiu.
E ainda há muitissimo mais por fazer.
Mas ter distribuido 1 milhão de computadores pelas escolas, alunos e professores, foi obra.
O país ficou muito diferente...
O Tempo é de Agir
O apoio prioritário aos bancos foi determinante para a credibilização e estabilização do sistema financeiro e conduziu à forte baixa das taxas de juros de que beneficiam, hoje, muitas centenas de milhares de portugueses.
Portugal foi dos paises que menos gastou com os bancos.
Há sinais e indicadores que estão a melhorar.
Em tempos de recessão profunda a questão é a urgência e não a reforma.
O investimento público é fundamental porque o privado é quase inexistente.
O tempo não é de inacção.
O tempo é de agir.
Não temos condições para esperar.
Quem age poderá vir a errar, mas, quem não age está logo a errar por inacção.
Há um preço muito pesado por não agir.
O investimento público em escolas, banda larga e energias são necessários e aconselháveis, mas, o investimento em infraestruturas é fundamental e detrminante para nos aproximarmos do centro, combatendo a nossa periferia.
Portugal foi dos paises que menos gastou com os bancos.
Há sinais e indicadores que estão a melhorar.
Em tempos de recessão profunda a questão é a urgência e não a reforma.
O investimento público é fundamental porque o privado é quase inexistente.
O tempo não é de inacção.
O tempo é de agir.
Não temos condições para esperar.
Quem age poderá vir a errar, mas, quem não age está logo a errar por inacção.
Há um preço muito pesado por não agir.
O investimento público em escolas, banda larga e energias são necessários e aconselháveis, mas, o investimento em infraestruturas é fundamental e detrminante para nos aproximarmos do centro, combatendo a nossa periferia.
Portugal no Top do e-government
Portugal já é o 3º no ranking do e-government.
Nos serviços públicos online.
Na sofisticação desses serviços.
Plano Tecnológico como motor da sociedade na inovação, conhecimento e tecnologia.
Disponibilização e partilha interactiva da informação dos serviços estatais como prova clara de transparência das politicas do Estado.
Abertura da Conferência de bloggers
Nos serviços públicos online.
Na sofisticação desses serviços.
Plano Tecnológico como motor da sociedade na inovação, conhecimento e tecnologia.
Disponibilização e partilha interactiva da informação dos serviços estatais como prova clara de transparência das politicas do Estado.
Abertura da Conferência de bloggers
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